nihil


Porque, no fim das contas, existe alguma coisa e não simplesmente nada?
O nada é o véu do ser, amedronta-nos, mostra-nos que somos um ser para a morte. A angústia, não é o medo da morte, mas é a perceção mais profunda de nossa finitude. Percebemos essa indeterminação, esse nada, esse vazio que é a existência.  O vazio é um nada e é um tudo. O vazio não é nada, é tão nada que se torna tudo.
O homem contemporâneo é um ser inacabado. É um ser vazio. O objetivo da vida, é exatamente preencher esse vazio, esse nada, que é a pura essência humana. No entanto, só a morte, só o nada, permite ao homem ser completo.

 “A mãe reparou que o menino / gostava mais do vazio / do que do cheio. / Falava que os vazios são maiores / e até infinitos”. - Manoel Leite de Barros
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